Eu desistiria da eternidade
para tocar você
Pois sei que de alguma forma
Você me percebe
Você é o mais perto do céu
Que eu posso chegar e não quero voltar
Para casa agora...
O único gosto que sinto
É o deste momento
E tudo que tenho para respirar
É seu amor.
Por que cedo ou tarde
Isto pode acabar
Hoje a noite
Não te deixarei ir...
Eu preferiria...
Sentir o cheiro de seus cabelos,
Dar um beijo em sua boca...
Tocar uma vez em sua mão...
A passar a eternidade sem isso
CIDADE DOS ANJOS
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
AMIGA
| Amiga |
Florbela Espanca
terça-feira, 14 de julho de 2009
Desalento
Às vezes oiço rir, é ’ma agonia
Queima-me a alma como estranha brasa
Tenho ódio à luz e tenho raiva ao dia
Que me põe n’alma o fogo que m’abrasa!
Tenho sede d’amar a humanidade…
Eu ando embriagada… entontecida…
O roxo de maus lábios é saudade
Duns beijos que me deram n’outra vida!
Ei não gosto do Sol, eu tenho medo
Que me vejam nos olhos o segredo
Que só saber chorar, de ser assim…
Gosto da noite, imensa, triste, preta,
Como esta estranha e doida borboleta
Que eu sinto sempre a voltejar em mim!
Queima-me a alma como estranha brasa
Tenho ódio à luz e tenho raiva ao dia
Que me põe n’alma o fogo que m’abrasa!
Tenho sede d’amar a humanidade…
Eu ando embriagada… entontecida…
O roxo de maus lábios é saudade
Duns beijos que me deram n’outra vida!
Ei não gosto do Sol, eu tenho medo
Que me vejam nos olhos o segredo
Que só saber chorar, de ser assim…
Gosto da noite, imensa, triste, preta,
Como esta estranha e doida borboleta
Que eu sinto sempre a voltejar em mim!
Florbela Espanca - Trocando olhares
* Uma vez refundido, este “Desalento” ganha o título de “A minha Tragédia” em Livro de Mágoas.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
VOCÊ ME CONFUNDE
Mas tenho medo do que é novo
e tenho medo de viver o que não entendo
quero sempre ter a garantia de pelo menos
estar pensando que entendo,
quarta-feira, 17 de junho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Eu estava pensando em VOCÊ
Pablo Neruda
Tu eras também uma pequena folha que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube que ias comigo,até que as tuas raízes atravessaram o meu peito,se uniram aos fios do meu sangue,falaram pela minha boca,floresceram comigo.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
QUANDO O AMOR VACILA
Eu sei que atrás desse universo de aparências das diferenças toda a esperança é preservada.
Nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido.
Mas existe uma palavra que eu não suporto ouvir e dela não me conformo.
Eu acredito em tudo, mas eu quero você agora.
Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas.
Minha vida, eu amo as tuas mãos mesmo que por causa delas, eu não saiba o que fazer das minhas.
Amo teu jogo triste.
As tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo.
Eu amo a tua alegria mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência, até pelo que você podia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse te banhado nas águas do equívoco.
Eu te amo nas horas infernais, e na vida sem tempo.
Quando, sozinha, bordo mais uma toalha de fim de semana.
Eu te amo pelas crianças e futuras rugas.
Te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis.
Amo o teu sistema de vida e morte.
Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual.
Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras.
Eu te amo desde os teus pés até o que te escapa.
Eu te amo de alma pra alma.
E mais que as palavras.
Ainda que seja através delas que eu me defendo, quando te digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis quando o próprio amor vacila!
(In Maricotinha ao Vivo,2002) deFernando Pessoa
(In Maricotinha ao Vivo,2002) deFernando Pessoa
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